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O que é MPS?

O artigo explica que o MPS (Plano Mestre de Produção) define o que, quanto e quando produzir, traduzindo a demanda em um plano operacional viável. Ele conecta vendas, estoque e capacidade produtiva, servindo como base para o MRP e garantindo maior controle e previsibilidade da produção.

O Master Production Schedule (MPS) ou Plano Mestre de Produção (PMP) é uma importante ferramenta tática para a gestão da produção. Este processo consiste na elaboração de um plano detalhado que especifica a quantidade e o momento em que cada produto será produzido durante um período específico, geralmente abrangendo de 6 a 12 meses. O objetivo principal do MPS é garantir que a produção atenda à demanda, minimizando os custos de produção e estoque, ao mesmo tempo em que maximiza o nível de serviço ao cliente.

O MPS é baseado nas previsões de demanda e nas capacidades de produção disponíveis, permitindo que a empresa planeje e gerencie sua produção de forma eficiente e eficaz. Ele é criado por meio de um processo que leva em consideração diversas variáveis, como a disponibilidade de matérias-primas, capacidade de produção, demanda de clientes, entre outras. Para melhor entendimento deste processo, segue abaixo a expressão matemática que representa o principal cálculo de MPS: 

MPS = Previsão de Demanda + Cobertura de estoque + Pedidos em Carteira – Estoques 

Cabe ressaltar que após ter o volume de MPS calculado, com o apoio de ferramentas avançadas de planejamento, pode-se dar mais inteligência ao cálculo e considerar as demais restrições do sistema produtivo. Uma das principais restrições que deve ser considerada é a capacidade finita de produção que os recursos de planejamento possuem, assim sendo, o volume de MPS deve ser ajustado em volume ou em distribuição de recursos para que se tenha um bom balanceamento de produção e atendimento das demandas. 

Ao criar um MPS, a empresa deve levar em conta uma série de fatores, incluindo os custos de produção, a disponibilidade de mão de obra e de máquinas, a capacidade de armazenamento, entre outros. O MPS é um plano dinâmico e que deve ser atualizado regularmente à medida que as condições do mercado mudam. O mercado é um ambiente em constante mudança, e o que funciona hoje pode não funcionar amanhã. Portanto, o MPS deve ser revisado continuamente para garantir que a empresa esteja produzindo o número correto de produtos, no momento certo, com a qualidade certa e a um preço competitivo. Assim sendo, a construção do MPS é um processo dinâmico que deve se adaptar às mudanças nas condições do mercado para que a empresa possa permanecer competitiva e lucrativa. 

É importante lembrar que o MPS é um plano dinâmico que deve ser atualizado regularmente à medida que as condições do mercado mudam

O MPS é um dos principais inputs para o cálculo do Material Requirements Planning (MRP), que é uma ferramenta utilizada para planejar e controlar a produção de materiais e componentes necessários para atender o plano. O MPS fornece informações importantes, como a quantidade e o tempo em que cada produto será produzido, permitindo que o MRP calcule as necessidades de materiais e componentes para atender a essa demanda de produção. Com base nessas informações, o MRP pode gerar ordens de compra e de produção para garantir que os materiais e componentes necessários estejam disponíveis no momento certo e na quantidade correta. 

Em resumo, o MPS é um componente vital para o sucesso das estratégias de Supply Chain Management (SCM) de uma empresa, proporcionando uma base sólida para o planejamento e execução da produção. Ao permitir que as empresas alinhem sua produção com a demanda do mercado, otimizem a utilização de recursos e minimizem os custos, o MPS permite que elas sejam mais eficientes, rentáveis e competitivas. Além disso, ao garantir um alto nível de serviço ao cliente, o MPS pode ajudar as empresas a construir relacionamentos duradouros com seus clientes e a estabelecer uma reputação de excelência no mercado. Portanto, o MPS não é apenas uma ferramenta útil para a gestão da produção, mas também um elemento fundamental para o sucesso geral de uma empresa. 

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Leia mais em:

Como a Definição de Lotes Econômicos pode ajudar a melhorar a gestão dos estoques e a reduzir o tempo de entrega ao cliente;
Os desafios e soluções para a definição de lotes econômicos em empresas de diferentes setores e tamanhos;
A importância da Definição de Lotes Econômicos na gestão eficiente da produção e dos estoques;
Como o Planejamento de Materiais pode ajudar a reduzir estoques e garantir a disponibilidade de materiais e insumos na produção.

Fontes em Artigos:

1 – “A hybrid MPS-MRP approach for production planning and scheduling in multi-stage batch production systems” (2021) por Chengbin Chu e Jianhua Zhong. 
2 – “A multi-objective optimization approach for the master production scheduling problem with fuzzy demand and setup times” (2020) por Seyed Mehdi Saghaian Nejad e Hossein Mahlooji. 
3 – “Master production scheduling: literature review and directions for future research” (2020) por Huynh Trung Luong e Seungchul Lee. 
4 – “Optimizing the master production schedule with deep reinforcement learning” (2020) por Jack Kosaian, Alexei Bastidas, e David Simchi-Levi. 
5 – “Modeling the robust master production scheduling problem under uncertainty” (2019) por Sara Matin e Mohamad Zandi.  
6 – “Master production scheduling problem: state-of-the-art and future research directions” (2019) por Rong Qu, Fang Dong, e Zhenming Zhang. 

Referências bibliográficas:  

1 – Vollmann, T. E., Berry, W. L., Whybark, D. C., & Jacobs, F. R. (2005). Manufacturing planning and control systems for supply chain management (5th ed.). New York: McGraw-Hill/Irwin. 
2 – Gupta, S., & Maranas, C. D. (2003). Managing demand uncertainty in supply chain planning. Computers & Chemical Engineering, 27(8-9), 1239-1256. 
3 – Domschke, W., Drexl, A., & Klein, R. (2010). Production and logistics. Springer. 
4 – Wacker, J. G. (1998). A definition of theory: research guidelines for different theory-building research methods in operations management. Journal of Operations Management, 16(4), 361-385. 
5 – Kallrath, J. (2004). Planning and scheduling in manufacturing and services. Springer. 

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