O artigo provoca a reflexão sobre sair da zona de conforto na indústria, destacando que momentos de crise exigem adaptação, mudança e reinvenção. Mostra que revisar modelos, buscar melhorias e agir de forma proativa são essenciais para evoluir e manter a competitividade.
O ser humano tem uma tendência a buscar sempre a sua zona de conforto e quando chegamos nela dificilmente queremos passar por mudanças que mexam com o status atual, especialmente quando acreditamos estar atingindo bons resultados.
Alguns dias atrás entrei em contato com uma empresa do setor plástico e fui atendido pelo coordenador industrial. Perguntei a ele se havia interesse em conhecer uma solução APS (Advanced Planning & Scheduling) para otimizar os recursos da fábrica e consequentemente aumentar a sua produtividade, assim como fazemos em diversas outras indústrias do mesmo segmento.
A resposta foi negativa, mas a justificativa me chamou a atenção: “Estamos satisfeitos com nosso modelo e resultados”. A frase me remeteu prontamente à zona de conforto e com ela algumas perguntas:
Se perguntássemos à um alguém que fosse viajar nos anos 2000 se estava satisfeito com os mapas que utilizava, certamente a resposta seria sim, afinal era possível chegar ao seu destino. Porém todos estão mais satisfeitos hoje com aplicativos de roteirização que lhe indicam o melhor caminho e auxiliam a executar essa tarefa de forma mais rápida, prática e na tela de seu smartphone, ou seja, digitalmente.
Assim como a roteirização de viagens, evoluímos com a digitalização de diversas situações do nosso cotidiano, como no transporte (uber, blablacar…), comunicação (skype, what’s app, redes sociais…), fotografia, vídeos, música, entre outros… Então por que seguimos operando de forma analógica e manual em muitas tarefas de nossas indústrias? Atualmente existem alternativas robustas para digitalizar a manufatura e acelerar desde o desenvolvimento de produtos até a fabricação e entrega destes aos nossos clientes.
Desconheço indústrias que tenham regredido em resultados ao realizar a digitalização da sua manufatura, porém ainda vemos muita resistência em participar dessa revolução digital e tudo parece terminar onde começamos este texto, na nossa zona de conforto!
E você, já se perguntou onde está a sua?