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O estoque em processo (WIP) pode paralisar sua produção e gerar altos custos. No artigo, mostramos como falhas de sincronismo, falta de materiais e gargalos impactam a eficiência. Descubra como uma boa programação de produção pode reduzir o WIP e melhorar seus resultados. Leia mais!
O PPCP é um setor extremamente estratégico dentro das empresas. Com base em suas atividades, é possível melhorar o desempenho das fábricas em diversos KPIs. Um dos indicadores onde existe oportunidade de melhoria é o estoque em processo.
Mas o que é o estoque em processo?
Estoque em processo, também chamado de “work in process” (WIP) é o nome dado a matéria prima que começou a ser processada em sua primeira atividade até o término em sua última operação, quando a partir deste momento passa a ser um estoque de produto acabado.
Todos os materiais envolvidos nestes processos, desde a matéria prima ou embalagens são considerados estoques em processo.
Como surge o estoque?
Muitos fatores contribuem para o surgimento e descontrole do estoque em processo, como:
Quais os impactos causados?
A desorganização da fábrica nos exemplos anteriores é apenas um dos impactos causados pelo excesso de estoque em processo (WIP). Este cenário gera transtornos dentro da fábrica, causando perdas de tempo com movimentações desnecessárias, ocupação de espaço físico, sem contar o capital investido parado que poderia estar aplicado em rendimentos muito mais atrativos.
Se a análise for ainda mais profunda, vamos observar que essas “pausas” na produção vão gerar resultados ainda mais críticos, como atrasos nas entregas dos pedidos, gerando insatisfação e até mesmo a perda dos clientes.
Como reduzir o estoque em processo?
Como pode-se observar, o estoque em processo nasce, em sua maior parte, por problemas de conflitos de disponibilidade de recursos no chão de fábrica, como mão de obra, materiais e ferramentais, além de desbalanceamentos de capacidade. Eliminar estes conflitos é um dos principais objetivos da programação da produção, realizada pelo PPCP. E é através de melhorias neste processo que podemos minimizar o WIP.
Para que seja possível realizar uma boa programação da produção, os cadastros dos SKUs (Stock Keeping Units, códigos únicos usados por comerciantes para identificar tipos de produtos e variações) devem estar corretos, contendo sua estrutura de produto, roteiros e tempos de produção devidamente acurados. Os dados de estoque de MP precisam, da mesma forma, estarem corretos.
Posteriormente, quando o PPCP for gerar a programação, as informações de prioridades devem estar claras e objetivas, para haver o mínimo possível de alterações durante a produção, evitando que itens fiquem semi-acabados aguardando processo.
Esta atividade de gerar a programação é o fator chave na hora de reduzir o estoque em processo. Quanto maior a variabilidade de SKUs e o número de operações (fases/etapas) que eles possuírem, maior vai ser o desafio na hora de realizar a programação.
Desta forma, quanto maior for a visualização da programação da produção, menores são as chances de erros e reprogramações.
Com uma operação alinhada desde a previsão da demanda até (e principalmente) a programação fina da produção certamente será possível obter êxito na redução do estoque em processo.